Poucas horas após ler sobre a história contada por alguns jornais sobre Islam Yaken, um jovem egípcio que viajou para a Síria e se converteu a jihadista (link aqui – Egyptian Streets) me deparo com a notícia de que Obama autorizou ataques aéreos no Iraque para ‘impedir genocídio’ (link aqui – Folha).

Fiquei bastante curioso com a figura de Yakem Islam e fui conferir sua conta no twitter (link aqui – Twitter). Alguns pontos que levo em consideração nessa minha análise, pois achei muito interessante pensar no que levou o recém formado bacharel em Direito, trilíngue, a largar tudo que tinha para se tornar guerrilheiro:

1. Era aficionado pelo próprio corpo físico, tanto que a maioria de seus posts mais antigos era sobre rotinas de exercícios e fotos, um aspecto que demonstra sua vaidade. Será que ele sofreu alguma lavagem cerebral para mudar tão radicalmente assim? Será que continua se exercitando? Minha dúvida é no sentido de que pessoas obcecadas com algum tema que envolve a vaidade dificilmente o abandonam de modo absoluto, em pouco tempo. Vide casos de anorexia, vigorexia, pessoas metrossexuais etc.
2. Outra coisa a se considerar é seu aspecto fisiológico – para ele ter aquela constituição física e constantemente estar se esforçando para ser mais forte, seu nível de testosterona, imagina-se, deveria ser bastante elevado; será que a guerrilha é um modo de compensar a sensação que ele tinha antes?

O Oriente Médio está há anos-luz de ser uma região pacífica, com inúmeros grupos buscando o poder, utilizando a religião e a guerra para esse fim.

A segunda reportagem a que me referi anteriormente, sobre o presidente dos Estados Unidos, revela a insistência daquele país em manter o vínculo com o Iraque e região.

O mesmo grupo do qual Yakem agora faz parte, o Estado Islâmico, já tomou 17 cidades iraquianas (informação que li em 09 de agosto/2014) e mais de 40.000 pessoas tiveram que deixar suas vilas e fugir, para não serem exterminadas. Segundo a Folha, “John Kerry, secretário de Estado dos EUA, disse que os atos grotescos dos radicais sunitas acendem todos os alertas de genocídio” e que “os EUA estão liderando enquanto o mundo fica parado vendo inocentes morrerem”.

Alguns dos comentários da página da Folha de onde retirei esses trechos são bem enfáticos e diretos ao ponto: “Será que Obama vai autorizar ataques aéreos a Israel para impedir o massacre dos palestinos?” e “Já há um genocídio ocorrendo em Gaza, mas Obama autoriza um outro genocídio para impedir um novo genocídio”.

A necessidade da pacificação é cada vez mais urgente.

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